PINTANDO UM SORRISO!

11:49:00 Postado por VIDA NOVA

Os bancos estão todos ocupados. A platéia está ansiosa. Noite calorosa.         
Um ambiente onde a alegria tinha cheiro de pipoca. Vívidas cores, balões, lonas coloridas, estacas fundas para as fixarem.

 

 O sabor daquela noite era doce como o algodão saboreado pelas crianças, e até por adultos. Eles estão aguardando a próxima atração.

 

Cores fortes, vermelho, branco e preto, pintadas em um rosto. Ele se prepara para entrar. O sorriso desenhado equivale a gargalhada. Um contorno em preto. Que sorrisão! Mau podia respirar, não consegue notar o cheiro.            
Olfato prejudicado por uma "bolinha vermelha". Inibi-se o sentido!

 

Platéia ansiosa. De repente;.... Aí está ele. !!!

A multidão vai a loucura. Os olhos lacrimejam tamanha é a emoção. Arregalam-se os olhares infantís em direção à grande atração da noite.        
A alegria toma conta, mãos jogadas ao alto, tal qual uma onda mecanicamente programada.

 

Após muitas cambalhotas, malabarismos, brigas arranjadas, a euforia é promovida. Muito depois de tanto correr e pedalar em uma bicicleta de uma roda só.

 

O suor que partia de sua testa começa a conceber o inesperado!                            
Ele toma conta do seu rosto.

A tinta começa a derreter e o calor produzido por sua espessa vestimenta apertada e de gola alta e rigída, começa a sufocá-lo.

 

Cenário de uma vida cotidiana? Na tentativa de agradar, de promover alegria, veste-se uma fantasia. Está em foco, a frente dos holofortes, no meio do picadeiro. Pintado fora um falso sorriso, vestiu-se  à carácter, afim de extrair sorrisos de uma platéia que pagou por divertimento.

 

 Não se pode respirar direito. Não se sente muito o cheiro ao seu redor.   Inibi-se o sentido. A unica motivação? "É melhor assim, as pessoas gostam".

 

Não consegue notar que não se caminha direito assim? Os sapatos são pesados e vermelhos, assim como o que tem instalado no nariz. Tudo é artificial, até mesmo o andar, ele é forçado. O sapato é pesado e feito de madeira. Não se pode ir muito longe. Cansa rápido. Machuca os pés, cansam as pernas.

 

A gola é alta. O esforço só pode ser temporário. Precisa haver descanso, um intervalo entre uma apresentação e outra. Não se pode respirar. Inibe-se o sentido. Tira-lhe o fôlego!

 

Que calor! A visão prejudicada devido ao suor que escorre desde a testa.   Não se pode ver direito. Inibe-se o sentido. Tinta misturada com suor alcança as retinas ao ponto que queimarem os olhos. Fogo nos olhos? Não se encherga ao certo para onde ir, veêm-se vultos. Apenas uma imagem aparente e embaçada do real.

 

Para onde ir? Qual o caminho? Não se vê obstáculos, até parece que o caminho está livre, esbarra-se em quase tudo à frente, tropeça em brinquedos cai em buracos, existem muitas armadilhas à frente.

 

Mais o que ele vê? Um caminho seguro. Não se anda em linha reta. Parece embriagado? Tudo a sua frente torna-se obstáculos que não se vê.

 

A platéia observa atentamente. Uma jovem, levando sua mão a boca, diz a sua mãe, "olha mãe, ele está imitando um carangueijo". Claro, quem não encherga direito anda para os lados, caminha para trás, nunca para a frente.                   Tinta derretida. Visão prejudicada.

 

Suas mãos são levadas ao rosto numa tentativa desesperada de aliviar seus olhos e de melhorar sua visão que se agrava. Suas mãos estão vestidas com uma luva de material plástico. Suas próprias mãos não podem ajudar! E ao invés de absorver o suor misturado com a tinta espalha e agrava ainda mais a situação. Inibe-se o sentido. Mãos sujas! Não podem ajudá-lo agora.               
Suas mãos não podem tocar em quase nada. Mais isto não é o pior.
 

Será exatamente assim? Tem olhos, mais não encherga direito. Tem nariz mais não cheira. Tem pernas mais não vai muito longe, cansa-se rápido. Tem pés mais estão pesados. Tem mãos mais estão sujas demais e não podem ajudar. Tem um caminho mais não sabe para onde ir? Tem corpo saudável mais aprisionado por uma fantasia?  O que restou?

 

Vou gritar! Ninguém vai me ouvir! Tem boca mais ninguém ouve!

 

Suas mãos dirigem-se ao rosto. Observa-se as mãos. As cores estão misturadas. Rosto desfigurado e acizentado com a mistura. Mistura de tintas, assim como de sentimentos. O que fazer? Será que acabou?

É pesado demais, mais pensa, "o show tem que continuar".

 

Vermelho no branco dos olhos ardentes, branco como à aparência mórbida e obscura do cinza que torno-se esta mistura em seu rosto, como seus sentimentos, confuso com o negro do contorno de seu sorrizo pintado. Resultado de quem se dispoê à ocultar a sua cor. De se esconder o rosto e vestir uma fantasia, de quem procura ser o centro das atenções, de quem pinta um falso sorriso. Será este o preço. Quem quer pagar?

 

A fantasia se desfez. E agora? O que fazer? Será que alguém conseguiu ver o que aconteceu? Ninguém pode me ver assim!  

Solução? É claro vou fugir enquanto é tempo! "O show tem que continuar".

 

Todos estão vendo. Todos, tanto a inocente criança como os adultos que fingia que não sabia que tudo isto não passava de uma incenação, e que realmente conhecia o artista por destrás daquela fantasia.                                     

 

Os que não o conhecia por inocência diriam, "eu não o conhecia realmente".

Por outro lado, os que figem que não sabe dizem orgulhosos e cépticos; apontando o dedo; "eu já sabia, olha filho...tá vendo filho".

 

O disfarse se defez "por si só".  Mais ainda tenho uma chance "a porta larga". Vou correr o mais rápido que puder neste translúcido picadeiro. Vou fugir, vou esconder a minha verdadeira personalidade, ainda dá tempo de sustentar a fantasia, de sustentar o que eu gostaria de ser.

 

Afim de esconder de todos o que realmente é, e de esconder o que pensava ser, existe uma inexata esperança, fugir temporariamente do picadeiro.

 

O pintado carácter derrete na frente de todos. Mais existe uma chance, correr muito rápido na direção da "porta larga". Suas mãos são levadas ao rosto escondedo-se dos olhares atentos e curiosos. Rosto desfigurado em um picadeiro meio escuro, olhares acesos como lamparinas. Picadeiro escuro olhares acesos pela curiosidade.

 

Na verdade tenta-se esconder o carácter alterado pela tinta, esconder-se o verdadeiro rosto. Mostra-se uma personalidade que não condiz com o seu carácter. Uma farsa. Uma fraude.

 

Está meio escuro, a iluminação promove o efeito translúcido.

Quem sabe alguém não reparou? Ainda tenho uma chance, correr, esconder o rosto entrar pela " porta mais larga" retocar a maquiagem, voltar para o centro das atenções e alegar que "não foi bem assim",  e dizer - vocês "não viram direito".

 

Posso retocar o falso sorriso, posso fazer isto por cima da outra tinta, posso limpar a escuridão cinzenta, posso "dar a volta por cima", não importa se os póros da minha pele ainda esteja "impreguinado com o resultado" ou mesmo "a sujeira e mistura de uma lembrança passada".                                                            
 Afinal de contas o "que passou passou", "o show tem que continuar".

 

Correndo, em uma medida desesperadora de "não botar tudo a perder", de se resgatar os sentidos, de não deixar morrer o personagem.

 

Com o rosto coberto pelas mãos, ele tropeça em um obstáculo, seu martelo de palhaçadas estava no chão, pois sua visão estava prejudicada.

Irônico, sua ferramenta de diversão lhe causou uma queda e virou tropeço. Aquilo que causava prazer tanto ao profissional como á platéia, agora o faz cair! Será assim o pecado?

 

 

A platéia não difere, o que é ou não parte do show. O que é ou não uma palhaçada!


Ele está no chão, machucado, esfolado, sangrando e com a fantasia rasgada.

 

Que tombo! E agora? Ninguém para ajudá-lo?

 

Afinal de contas não esperava por isto não fazia parte do show esta fatalidade!

 

E agora? Alguém para te dar a mão e dizer, "vem pega na minha mão eu te ajudo.". Não há plantão de paramédicos ou corpo de bombeiros não estava previsto.

 

Mais olhem só, a platéia vai a loucura, gargalhadas, risos e zombarias.

 

Alguém por um acaso sabia que isto não fazia parte do show?

 

Que preço foi necessário para alcançar esta platéia! Que público exigente não é mesmo! Tem gente que paga para ver estas cenas!

 

Este é o preço de quem pinta um falso sorriso!  Agora o lado que se diverte é apenas um só, o da platéia. Com certeza, para os que se vestem com fantasias e pintam o que não são, não há motivo para alegria.

 

Qual o motivo do riso?

É claro, ele! Só ele! Sim, ele e não mais o personagem.

 

Resultado?

Sangramento, esfolamentos,  machucados, agressão, zombaria, O resultado é o chão, literalmente no chão! Não dá para descer mais do que isto.

 

Mão apoiadas no chão, ele pensa "não é a primeira vez que caio assim, desde pequeno aprendi a cair, mais também aprendi a levantar. "

Lembranças de tombos passados marcam sua vida. No passado não tinha a mãe nem o pai presente para o ajudar. Ele estava acostumado com isso.

 

 

"Na força de seus braços" o corpo é impulsionado para cima.

Mais o choro não deixa de rolar pelo rosto. Vegonha? Decepção? Solidão?

 

Afinal de contas, ninguém o ajudou, ninguém entende a situação, nada saiu como previsto. O choro não se pode conter. Dor da queda, falta de compreenção. Dor no coração. O choro é o lamento da alma.

 

Uma palhaçada, um atrapalhado e estabanado palhaço hoje se aprensenta. Que maravilha diz a platéia.

 

Olha vejam só o seu objetivo foi alcançado, ser o motivo do sarro!

 

O preço? Sua dor, sua queda. O motivo  disto? O fantasiado e sua desgraça. Afinal de contas quem é o palhaço da história?

 

Por um instante, ele culpa a platéia por sua falta de compreenção, ou quem sabe a culpa é do organizador do evento por ter instalado um piso tão irregular e pequeno. Não, não, não... a culpa é do técnico de iluminação por ter baixado muito o nível de iluminação. Espera um pouco, na verdade a culpa é do fabricante de tintas, a tinta não deveria derreter. Já sei, já sei, é claro a culpa é de todo mundo, inclusive de Deus! Porque não um dia mais frio?

Sua conclusão é obvia; "esta vida é mesmo uma palhaçada, porque um dia eu tive que nascer!"

 

A culpa é de todos, é sempre assim. Ela nunca é de quem optou em pintar um falso sorriso. Quem admite os próprios erros? Seria ótimo se todos conseguissem.

 

"Saida de emergência" é a informação "acima da porta larga". Ela está lá, ainda dá tempo. Todos ainda interpretam que faz parte do show.                      
Ela é o acesso mais rápido e fácil.

 

Então ele corre, corre..... acessos livres. Mãos livres do rosto, todos já o viram, não precisa mais esconder o rosto. Auxílio para equilibrar-se melhor, auxilio para movimentos mais livres, braços para baixo, em um frenético e desesperado "escape pela direita".

 

 

Abre-se a cortina em duas partes ao meio. Acesso alcançado. Movimento interrompido. Olhar atônito. O que vê do outro lado da cortina?                       
Vê-se a saida.

 

Uma noite escura. Sombria de certa forma, pelo menos na perspectiva de quem à observa na porta de saida deste circo. Nada deu certo.                           
Que apresentação macabra. Hoje não foi a sua noite, uma noite de fracasso, tal qual o inverno que imperava caprichosamente sobre ele.

 

É inverno. Frio como o olhar de um animal sem entendimento. Um macaco? Sim, foi o único olhar atento dirigido, o único que restou partido lá de dentro. Foi o único que restou, um olhar frio, nada à observar. Um desviar dele movido pelo guidão de uma bicicleta. Isto também faz parte do show.                 O equivalente? Um macaco, um "desmiolado" porém "inteligente" macaco agora diverte a platéia. Que ironia! O fantasiado é substituido até por um animal. O fantasiado é uma farsa, o animal "é o que é".

 

"A porta larga" foi a opção mais rápida. Ele à escolheu com a pretenção de voltar um dia à ser o centro das atenções, a atração principal.

 

É hora de ir embora, quem sabe amanhã ele volta. Todavia, a platéia não será a mesma. O velho artista ficará em suas memórias. Onde ele está agora? Caminhando na estrada em um dia frio, instalado na memória dos que ficaram rindo com os macacos.

 

Quem sabe encontro outro cenário para pintar um sorriso? (pensa ele).                    
Este lugar não é o único. Talvez em minha casa, em meu trabalho, em minha familia, quem sabe não marco de uma vez meu corpo? É uma forma definitiva de marcar o meu rosto, caracterizar o meu exterior, emblemar minha aparência, mostrar exteriormente o que eu penso, o que desejo ser.

Quero representar 24 horas. Quem sabe Deus veja o que quero ser?

 

"Religiosamente" a chuva cai, encharca a fantasia rasgada pela queda.                       
O frio se apodera dos sentidos. Será possível esfriar além disto?                         
Onde está agora o sorriso? Congelado como um frango. Trêmulo como um cão na chuva. Derretido como sorvete ao sol. Manchado e misturado como os seus sentimentos. Cinzento como quem o pinta!

 

Braços são cruzados, cabeça baixa, "falta calor". Perde-se temperatura.              
O ambiente rouba seu calor, assim como roubada foi sua alegria.

 

"A porta larga" parecia a melhor opção para se voltar a sorrir, mais não foi bem assim.

 

Mesmo acessando a "porta errada", lhe é comunicada uma boa notícia.                    

 

Uma boa nova. Será á Salvação? Dá-se a revelação aos seus olhos ao fim da estrada que parece não acabar. Desde o horizonte os primeiros feixes de luz arranham o céu, invadem a terra, proporcionando vida aos seres.

 

Esta Luz, foi dada por "Deus Pai o Criador".

 

A fonte de vida e calor da terra nascera. Como quem revela através da luz de uma estrela. Nasce a luz em meio à trevas. O dia rompe a noite. A luz impera sobre as trevas. O inicio de um novo amanhecer, de um novo dia, de um novo caminhar. De luz para os pés e iluminação para a estrada fria e escura.

 

Caprichosamente toma seu lugar. Ao fundo não se vê mais escuridão, senão o horizonte que se deve alcançar. O caminho de casa ficou claro, não tem como se perder. A não ser que se desvie, mais existe a escolha!

 

O calor permite que os seus braços sejam descruzados, suas mãos sejam livres. O que é seu, não é mais roubado pelo frio. O calor é seu!

Caminhando nesta direção nada do que é seu pode ser tirado pelas circunstâncias externas. A sua paz, sua alegria, sua liberdade, sua Salvação, sua vida, nada, absolutamente nada!

 

A temperatura volta a subir.

A bolinha vermelha do nariz pode ser tirada, respire fundo!

 

Amanheceu um novo dia!

 

O choro dura uma noite mais a alegria vem ao amanhecer.

  

O orvalho se instala. Não existem mais lágrimas. Ele chorou tudo o que tinha que chorar. Sua fantasia suja e rasgada é tirada e deixada para trás.          
Os seus sapatos de madeira vermelhos são lançados ao ermo.                                   
Eles atrapanham a caminhada. È melhor entrar nesta terra descalço.  

Descalça os teus pés! Esta terra é santa!

 

Suas feridas pararam de sangrar, inicia-se o processo de cicatrização, cuide delas!

 

Um dia todos corremos deseperados por uma "saída de emergência", acessamos a "porta larga" sem saber que poderíamos ser atropelado na estrada escura. Mais encontramos no caminho, "o Sol."

 

Então que rasguem-se as fantasias!  

 

Jogue fora a camisa rígida de gola alta que te impede de respirar melhor. Livre-se das vestes sujas. Que as bolinhas vermelhas rolem pela estrada. Que sejam lançados no passado os sapatos de madeira que te impede de andar. Que te seja devolvido o que é teu. Que sejam limpas as manchas que desfiguram o teu verdadeiro carácter.

Sejam limpas as tuas mãos, enxugue as lágrimas. Mãos limpas. Rosto limpo! Mostre sua cara. Chega de máscaras!

 

Que os artistas façam este papel. Não pinte outro falso sorriso. Deixe para trás o velho artista. Que os macacos façam a sua parte!

 

Resta-lhe um sentido? Sim a audição! Então ouça!

 

Encontre sua casa! Durma em Paz! Descanse! Esqueça os escárnios, das zombarias, da vergonha das quedas, do passado ainda quando pequeno, da falta de cuidado dos pais, da falta de apoio dos outros para levantar-se quando caiu, das decepções, que tudo isto seja queimado pelo calor do sol da estrada passada! O palhaço ficou para trás! Que os macacos façam a sua parte!

 

O Sol já nasceu! Deus o enviou!

 

Jesus Cristo foi revelado em uma noite escura, anuciado pela luz de uma estrela ! Descanse Nele! Debaixo Dele! Ele é o Sol da Justiça, que te faz repousar nesta caminhada! Caminhe em direção à este horizonte de esperança! O choro pode até durar uma noite, mais a alegria vem ao amanhecer!

 

Hoje é dia! O Sol já nasceu! O Sol já morreu! O Sol já ressuscitou!

Para todos! Ele Vive!  

 

Descanse em Paz! Que o velho artista morra crucificado com Cristo!              
Que o novo homem venha a ressucitar assim como Cristo!

 

Descanse em Paz! Suas mãos foram livres pelo Seu calor! Suas feridas foram saradas! Ele te proporcionou o enxugar das lágrimas! Ele ilumina o teu caminho, te aquece, te dá direção, te deu uma nova esperança.

Descanse Nele!

 

Deixe a luz revelar as trevas que há em ti!

Confesse seus pecados! Comunique em confissão quem você é.

Ele vai revelar o que Ele é em você. Deixe a Luz refletir em você! Deixa Ele se revelar através de você!

 

Descanse em Paz! Descanse no Senhor Jesus! Amanhã é outro dia!         

Descanse em Paz! Abra a janela do quarto, deixa o Sol entrar!

 

Ele é a mãe que não teve, Ele é o pai que você sempre sonhou!

E quando você tropeçar em seus pecados e cair, não será na força de seus braços que irá levantar-se; Não serão os outros, nao será teu pai, não será mãe, não será a platéia;

 

Ele próprio te dirá; "Filho, Não temas, Eu te ajudo!".

 

Por André Cardoso

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